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Gestão de Pessoas / Cultura e bem-estar no trabalho

NR-1 e saúde mental: o que muda para empresas e RH?

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| 10 Minutos de leitura

| 4 Junho, 2026


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NR-1 e saúde mental: o que muda para empresas e RH?
14:56

A saúde mental deixou de ser um tema secundário dentro das organizações.

 

Nos últimos anos, o aumento dos casos de estresse, ansiedade, burnout e afastamentos relacionados à saúde emocional fez com que empresas e lideranças passassem a olhar para o tema com mais atenção.

 

Agora, com as atualizações da NR-1 e a crescente discussão sobre riscos psicossociais, a saúde emocional dos colaboradores passa a ocupar um espaço ainda mais estratégico na gestão de pessoas.

 

Esse foi o tema da mesa de discussão "NR-1, reputação e a nova experiência do colaborador", realizada durante o evento de lançamento da Buk no Brasil.

 

Mediada por Mariana Passos, Head de Marketing na Buk Brasil, a conversa reuniu dois especialistas que atuam diretamente na interseção entre saúde emocional, cultura organizacional, employer branding e experiência do colaborador:

 

Caio Infante, CEO da EBB, uma das principais consultorias de Employer Branding e RH do Brasil, além de ser reconhecido como um dos profissionais mais influentes do mercado.

 

Gustavo Drago, empreendedor, fundador e CEO da Cora Venture Builder/Becare, referência em saúde mental, performance organizacional e desenvolvimento de soluções voltadas para pessoas e tecnologia.

 

Ao longo do debate, os convidados discutiram como as empresas podem transformar saúde emocional, confiança e experiência do colaborador em vantagens competitivas reais, além de refletirem sobre o impacto da NR-1, dos riscos psicossociais e da reputação empregadora na construção de ambientes de trabalho mais saudáveis.

Por que a saúde mental se tornou uma prioridade para as empresas?

A discussão sobre saúde mental no trabalho ganhou força nos últimos anos, mas suas causas são resultado de transformações que vêm acontecendo há mais tempo.

 

O aumento da complexidade do trabalho, a hiperconectividade, a pressão por resultados e as mudanças constantes nos ambientes organizacionais criaram novos desafios para colaboradores e lideranças.

 

Ao mesmo tempo, os profissionais passaram a valorizar mais qualidade de vida, equilíbrio e bem-estar.

 

Isso fez com que a saúde emocional deixasse de ser uma questão individual e passasse a ser um tema estratégico para o negócio.

 

Hoje, organizações que ignoram essa realidade enfrentam impactos que vão muito além do bem-estar das equipes.

 

Entre os principais riscos estão:

 

- Aumento do absenteísmo

- Queda de produtividade

- Crescimento do turnover

- Redução do engajamento

- Dificuldade para atrair talentos

- Impactos na reputação da empresa

 

Esse movimento ganha ainda mais relevância quando observamos o crescimento dos afastamentos relacionados a transtornos mentais e comportamentais registrados nos últimos anos.

 

O avanço desses indicadores tem levado organizações a repensarem seus modelos de gestão e a reconhecerem que saúde emocional não pode ser tratada como uma iniciativa isolada ou pontual.

 

Como reforçado durante o debate, promover bem-estar exige acompanhamento contínuo, monitoramento constante e ações estruturadas que permitam compreender a realidade vivida pelos colaboradores ao longo do tempo.

 

Nesse cenário, investir na experiência do colaborador deixou de ser apenas uma iniciativa de cultura e passou a fazer parte da estratégia organizacional.

O que é a NR-1 e qual sua relação com a saúde emocional?

A Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) estabelece as disposições gerais e o gerenciamento de riscos ocupacionais nas organizações.

 

Nos últimos anos, o debate sobre a norma ganhou relevância devido à crescente atenção dada aos riscos psicossociais dentro do ambiente de trabalho.

 

Na prática, isso significa que fatores relacionados à organização do trabalho, pressão excessiva, assédio, jornadas inadequadas, conflitos interpessoais e outros elementos que impactam a saúde mental dos colaboradores passaram a exigir atenção cada vez maior das empresas.

 

Mais do que uma exigência regulatória, a discussão representa uma mudança importante de mentalidade.

 

Durante a mesa de debate, os especialistas destacaram que uma das principais dúvidas das empresas diante das atualizações da NR-1 é entender de quem é a responsabilidade pela gestão dos riscos psicossociais.

 

Embora o RH tenha um papel relevante nesse processo, a responsabilidade não pode ser atribuída a uma única área. A construção de ambientes saudáveis exige uma atuação conjunta entre lideranças, gestores, equipes de Saúde e Segurança do Trabalho e a própria alta liderança.

 

A discussão reforça uma mudança importante de perspectiva: a saúde emocional deixa de ser um tema restrito ao bem-estar individual e passa a fazer parte da gestão estratégica dos riscos organizacionais.

O que são riscos psicossociais?

Os riscos psicossociais são fatores presentes no ambiente ou na organização do trabalho que podem afetar negativamente a saúde mental, emocional e social dos colaboradores.

 

Alguns exemplos incluem:

 

- Sobrecarga de trabalho

- Falta de autonomia

- Metas excessivamente agressivas

- Assédio moral

- Conflitos constantes

- Falta de reconhecimento

- Comunicação inadequada

- Ambiguidade de funções


Quando não identificados e tratados, esses fatores podem contribuir para o desenvolvimento de problemas como ansiedade, esgotamento profissional e outros transtornos relacionados ao trabalho.

 

Por isso, o tema vem ganhando espaço tanto na legislação quanto nas estratégias de gestão de pessoas.

 

Durante a conversa, os convidados também chamaram atenção para um ponto importante: o trabalho pode ser tanto uma fonte de realização quanto um fator gerador de estresse e adoecimento.

 

Por isso, a discussão sobre riscos psicossociais não deve se limitar ao tratamento das consequências. O foco precisa estar na identificação das causas que levam ao adoecimento.

 

Em vez de concentrar esforços apenas em tornar os colaboradores mais resilientes diante de cenários adversos, as organizações precisam refletir sobre quais fatores da própria estrutura de trabalho podem estar contribuindo para situações de desgaste emocional.

 

Essa lógica aproxima a gestão da saúde mental de uma abordagem preventiva, voltada para a identificação e eliminação de riscos antes que eles gerem impactos mais graves para pessoas e negócios.

Como a experiência do colaborador influencia os resultados do negócio?

Durante muito tempo, a experiência do cliente foi considerada prioridade absoluta para as empresas.

 

Hoje, cresce a percepção de que uma boa experiência do colaborador é condição fundamental para gerar melhores resultados.

 

A experiência do colaborador engloba todas as interações que uma pessoa tem com a organização ao longo da sua jornada.

 

Isso inclui:

 

- Processo seletivo

- Onboarding

- Relacionamento com lideranças

- Desenvolvimento profissional

- Reconhecimento

- Comunicação interna

- Benefícios

- Ambiente de trabalho

 

Quando essas experiências são positivas, aumentam as chances de engajamento, retenção e produtividade.

 

Quando são negativas, surgem impactos que afetam diretamente os resultados do negócio.

 

Os especialistas também destacaram que a experiência do colaborador está diretamente relacionada aos diferentes pilares do bem-estar.

 

Entre eles estão:

 

- Saúde mental

- Saúde física

- Saúde social

- Saúde financeira


Embora muitas organizações avancem em iniciativas relacionadas a apenas um desses aspectos, os melhores resultados costumam surgir quando existe uma abordagem integrada, capaz de compreender o colaborador de forma mais completa.

 

Afinal, questões financeiras podem impactar a saúde emocional, assim como dificuldades de relacionamento, sobrecarga de trabalho ou problemas relacionados à saúde física podem afetar diretamente a experiência das pessoas dentro da organização.

A relação entre saúde emocional e reputação empregadora

A reputação empregadora nunca esteve tão conectada à experiência real dos colaboradores.

 

Em um mundo cada vez mais transparente e conectado, as percepções sobre uma empresa circulam rapidamente por redes sociais, plataformas de avaliação e comunidades profissionais.

 

Por isso, não basta comunicar valores relacionados ao cuidado com as pessoas.

 

É preciso que esses valores sejam percebidos na prática.

 

Empresas que investem em saúde emocional, segurança psicológica e desenvolvimento humano tendem a fortalecer sua marca empregadora e ampliar sua capacidade de atrair talentos.

 

Durante a mesa, Caio Infante destacou que employer branding não é aquilo que a empresa diz sobre si mesma, mas aquilo que as pessoas vivenciam e compartilham sobre sua experiência de trabalho.

 

Nesse contexto, iniciativas relacionadas à saúde emocional têm impacto direto na reputação organizacional. Quando os colaboradores percebem cuidado genuíno, coerência e compromisso com seu bem-estar, tornam-se também promotores da marca empregadora.

 

Por outro lado, organizações que negligenciam esses aspectos correm o risco de enfrentar desafios reputacionais que impactam diretamente o recrutamento, a retenção e os resultados do negócio.

O papel da liderança na construção de ambientes saudáveis

Nenhuma estratégia de saúde emocional funciona sem o envolvimento das lideranças.

 

Os líderes exercem influência direta sobre a experiência dos colaboradores e sobre a forma como a cultura organizacional é vivenciada no dia a dia.

 

São eles que definem prioridades, conduzem conversas difíceis, reconhecem resultados e ajudam a construir relações de confiança.

 

Por isso, cada vez mais empresas investem no desenvolvimento de competências como:

 

- Escuta ativa

- Inteligência emocional

- Empatia

- Gestão de conflitos

- Comunicação transparente

- Liderança humanizada.


Durante o painel, Gustavo Drago destacou que lideranças possuem um papel decisivo na identificação precoce de sinais de desgaste emocional dentro das equipes.

 

No entanto, esse processo depende da construção de ambientes seguros, onde as pessoas se sintam confortáveis para compartilhar desafios, preocupações e dificuldades sem receio de julgamento ou exposição.

 

Mais do que promover conversas pontuais sobre saúde mental, liderar de forma saudável exige desenvolver uma cultura de confiança, escuta e acompanhamento contínuo.

A importância dos dados na gestão da saúde emocional

Um dos temas abordados durante a mesa foi o uso de dados para compreender a realidade emocional dos colaboradores e identificar riscos psicossociais de forma mais precisa.

 

Para que esse processo seja efetivo, os especialistas destacaram a importância de criar canais seguros e, sempre que possível, anônimos para coleta de informações.

 

A confiança dos colaboradores é fundamental para que os dados reflitam a realidade da organização.

Ao mesmo tempo, esse tipo de iniciativa exige atenção especial à proteção de dados, à privacidade e à confidencialidade das informações compartilhadas.

 

Em um contexto em que saúde emocional envolve informações sensíveis, garantir segurança e anonimato não é apenas uma questão técnica, mas também um fator essencial para fortalecer a credibilidade das ações realizadas pela empresa.

 

No entanto, coletar dados é apenas parte do processo.

 

Os participantes reforçaram que pesquisas, diagnósticos e levantamentos só geram valor quando são acompanhados de ações concretas.

 

Quando colaboradores compartilham suas percepções e não observam mudanças, corre-se o risco de gerar frustração e perda de confiança.

 

Por isso, a devolutiva torna-se uma etapa tão importante quanto a coleta. Demonstrar que as informações foram analisadas, apresentar resultados e implementar melhorias concretas são formas de reforçar o cuidado genuíno com as pessoas e fortalecer a confiança na organização.

Como transformar a saúde emocional em vantagem competitiva?

As empresas mais preparadas para o futuro não serão necessariamente aquelas com mais tecnologia ou maior capacidade financeira.

 

Serão aquelas capazes de criar ambientes onde as pessoas consigam performar de forma sustentável.

 

Transformar saúde emocional em vantagem competitiva exige uma abordagem integrada que combine:

 

- Cultura organizacional forte

- Lideranças preparadas

- Gestão de riscos psicossociais

- Segurança psicológica

- Desenvolvimento humano

- Tecnologia a serviço das pessoas

 

Durante a discussão, os especialistas reforçaram que transformar saúde emocional em vantagem competitiva não significa apenas oferecer benefícios ou programas de apoio psicológico.

 

O diferencial está na capacidade de identificar fatores de risco, agir preventivamente e construir ambientes onde as pessoas consigam desempenhar seu trabalho de forma saudável ao longo do tempo.

 

Em outras palavras, o objetivo não deve ser apenas ajudar colaboradores a lidar melhor com situações de pressão, mas reduzir os elementos que geram adoecimento dentro da própria organização.

 

Quando a prevenção passa a fazer parte da estratégia, empresas conseguem fortalecer o engajamento, reduzir afastamentos, melhorar a experiência do colaborador e construir resultados mais sustentáveis.

A nova experiência do colaborador exige empresas mais humanas

Os debates realizados durante o lançamento da Buk no Brasil reforçaram uma mensagem importante: saúde emocional, experiência do colaborador, riscos psicossociais e reputação empregadora deixaram de ser temas isolados.

 

Hoje, eles fazem parte da mesma estratégia.

 

As atualizações da NR-1 reforçam essa mudança ao incentivar as organizações a olharem para os fatores que impactam o bem-estar das pessoas de forma mais estruturada e preventiva.

 

Empresas que desejam atrair talentos, fortalecer sua cultura organizacional e construir crescimento sustentável precisarão olhar cada vez mais para a forma como as pessoas vivenciam o trabalho.

 

Mais do que cumprir exigências regulatórias, investir em saúde emocional significa compreender as causas do adoecimento, promover ambientes seguros, ouvir continuamente os colaboradores e transformar informações em ações concretas.

 

Porque, no fim das contas, organizações mais saudáveis não são aquelas que apenas oferecem suporte quando os problemas aparecem, mas aquelas que trabalham continuamente para evitar que eles aconteçam.

 

E esse talvez seja um dos maiores desafios — e também uma das maiores oportunidades — para o futuro da gestão de pessoas.

 

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Perguntas Frequentes

O que é a NR-1?

A NR-1 é a Norma Regulamentadora que estabelece as disposições gerais e as diretrizes para o gerenciamento de riscos ocupacionais nas empresas. 

O que são riscos psicossociais?

São fatores relacionados à organização e ao ambiente de trabalho que podem impactar negativamente a saúde mental e emocional dos colaboradores. 



Qual a relação entre NR-1 e saúde mental?

A discussão sobre riscos psicossociais ampliou a atenção das empresas para fatores que afetam o bem-estar emocional dos trabalhadores. 

 

 

 

 

O que é experiência do colaborador?

É a percepção que o profissional desenvolve ao longo de toda sua jornada dentro da empresa, desde a contratação até seu desenvolvimento e permanência. 



Como a saúde emocional impacta os resultados da empresa?

Ela influencia indicadores como produtividade, engajamento, retenção de talentos, absenteísmo e reputação empregadora. 



Oie! Me chamo Anna e sou especialista em conteúdo na Buk. Com mais de 10 anos de experiência como redatora e formaç...

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