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Gestão de Pessoas / Cultura e bem-estar no trabalho

Licença maternidade: direitos, duração e estabilidade

<span id=hs_cos_wrapper_name class=hs_cos_wrapper hs_cos_wrapper_meta_field hs_cos_wrapper_type_text style= data-hs-cos-general-type=meta_field data-hs-cos-type=text Licença maternidade: direitos, duração e estabilidade

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| 11 Junho, 2026


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Licença maternidade: tudo o que empresas e RH precisam saber
11:51

A licença maternidade é um dos direitos trabalhistas mais conhecidos pelos profissionais de RH, mas também um dos temas que mais geram dúvidas dentro das empresas. Questões como quem tem direito ao benefício, quanto tempo dura o afastamento, quem realiza o pagamento, como funciona a estabilidade da gestante e quais são as responsabilidades do empregador fazem parte da rotina de gestores, lideranças e equipes de Departamento Pessoal.

 

Além de garantir proteção à maternidade e ao desenvolvimento da criança nos primeiros meses de vida, a licença maternidade desempenha um papel importante na experiência da colaboradora, na conformidade legal da empresa e na construção de ambientes de trabalho mais inclusivos e humanizados. Por isso, compreender as regras previstas na legislação é fundamental para evitar riscos

trabalhistas e garantir uma gestão adequada dos afastamentos.

 

Leia também: Lei do estágio: o que sua empresa não pode ignorar  

O que é licença maternidade?

A licença maternidade é um período de afastamento remunerado concedido à trabalhadora em razão do nascimento de um filho, da adoção ou da guarda judicial para fins de adoção. Durante esse período, a colaboradora permanece vinculada à empresa, mantém seus direitos trabalhistas e recebe o salário-maternidade, benefício garantido pela Previdência Social.

 

O objetivo da licença é permitir que a mãe possa se dedicar aos cuidados da criança nos primeiros meses de vida, promovendo o vínculo familiar e contribuindo para o desenvolvimento saudável do bebê. Ao mesmo tempo, a legislação busca proteger a trabalhadora contra prejuízos financeiros ou profissionais decorrentes da maternidade.

O que diz o artigo 392 da CLT?

A licença maternidade está prevista no artigo 392 da CLT, que assegura à empregada gestante o direito ao afastamento por 120 dias sem prejuízo do emprego e do salário.

 

De acordo com a legislação, a licença pode ter início até 28 dias antes do parto, mediante apresentação de atestado médico, ou a partir da data de nascimento da criança. O período de afastamento é considerado tempo de serviço para todos os efeitos legais, garantindo a manutenção dos direitos trabalhistas da colaboradora.

 

Essa proteção legal demonstra a importância da maternidade como um direito social e reforça a responsabilidade das empresas em assegurar o cumprimento das normas trabalhistas relacionadas ao tema.

 

Saiba mais: NR-1 e saúde mental: o que muda para empresas e RH?

Como funciona a licença maternidade?

Na prática, a licença maternidade funciona como um afastamento temporário das atividades profissionais. Durante esse período, a colaboradora não exerce suas funções, mas continua protegida pela legislação trabalhista e previdenciária.

 

O contrato de trabalho permanece ativo, o vínculo empregatício é mantido e o período conta normalmente para cálculo de férias, décimo terceiro salário e demais direitos previstos em lei.

 

Para as empresas, isso significa que o RH deve realizar o correto registro do afastamento, acompanhar os prazos legais e garantir que toda a documentação necessária esteja devidamente organizada.

Quanto tempo dura a licença maternidade?

Uma das perguntas mais frequentes sobre o tema é quanto tempo dura a licença maternidade.

 

Pela legislação brasileira, o período padrão é de 120 dias. Esse prazo vale tanto para partos quanto para adoção ou guarda judicial para fins de adoção.

 

Em situações específicas, os períodos podem variar.

 

Situação

Duração

Parto

120 dias

Adoção ou guarda judicial

120 dias

Natimorto

120 dias

Aborto espontâneo ou previsto em lei

14 dias

 

Quando a licença maternidade pode chegar a 180 dias?

Embora a regra geral seja de 120 dias, algumas trabalhadoras podem usufruir de um período maior.

 

Empresas participantes do Programa Empresa Cidadã podem conceder uma prorrogação de 60 dias, totalizando 180 dias de licença maternidade.

 

Essa extensão foi criada para incentivar o fortalecimento do vínculo entre mãe e filho e promover melhores condições para os cuidados nos primeiros meses de vida da criança.

 

Além dos benefícios para as famílias, a medida também pode gerar impactos positivos para as organizações, fortalecendo a marca empregadora, aumentando a satisfação das colaboradoras e contribuindo para estratégias de retenção de talentos.

 

Vale a leitura: Cultura organizacional ainda é diferencial competitivo?

Quem tem direito à licença maternidade?

O direito à licença maternidade não se limita às trabalhadoras contratadas pelo regime CLT.

 

Também têm direito ao benefício:

 

  • Empregadas com carteira assinada;
  • Trabalhadoras domésticas;
  • Trabalhadoras avulsas;
  • Contribuintes individuais;
  • Microempreendedoras Individuais (MEI);
  • Seguradas especiais;
  • Mulheres que adotam uma criança.

No entanto, para algumas categorias, é necessário atender aos requisitos previdenciários estabelecidos pelo INSS para recebimento do salário-maternidade.

O que é qualidade de segurado e por que ela é importante?

Quando falamos sobre salário-maternidade, um conceito fundamental é o de qualidade de segurado.

 

A qualidade de segurado é a condição que garante ao trabalhador acesso aos benefícios previdenciários. Em outras palavras, é ela que determina se uma pessoa pode ou não receber benefícios pagos pelo INSS.

 

Para contribuintes individuais, autônomas, MEIs e seguradas especiais, a manutenção dessa condição é essencial para ter direito ao salário-maternidade.

 

Por isso, o RH deve orientar colaboradoras que possuam vínculos diferentes do regime CLT sobre a importância de manter suas contribuições em dia e verificar eventuais períodos de carência exigidos pela legislação.

Qual é o valor da licença maternidade?

Outra dúvida recorrente está relacionada ao valor do benefício.

 

O valor do salário-maternidade varia conforme a categoria da segurada.

 

No caso das empregadas contratadas pelo regime CLT, o benefício corresponde à remuneração integral da colaboradora durante o período de afastamento.

 

Já para contribuintes individuais e outras categorias, o cálculo pode considerar a média dos salários de contribuição ou o último salário de contribuição registrado junto à Previdência Social.

 

Por isso, não existe um valor único para todas as trabalhadoras. O montante recebido dependerá da situação previdenciária e da categoria profissional de cada beneficiária.

Quem paga a licença maternidade?

Afinal, quem paga a licença maternidade?

 

Embora a colaboradora receba normalmente durante o período de afastamento, o custo do benefício é suportado pela Previdência Social.

 

Nas relações de trabalho regidas pela CLT, a empresa realiza o pagamento à colaboradora e posteriormente compensa esses valores junto ao INSS.

 

Já em outras categorias, como MEIs, contribuintes individuais e trabalhadoras domésticas, o pagamento é realizado diretamente pelo INSS.

 

Esse é um ponto importante para o RH, já que o correto processamento dessas informações evita inconsistências na folha de pagamento e possíveis problemas previdenciários.

 

Leia também: Gestão de ponto: erros que custam caro ao seu RH

Como solicitar a licença maternidade: passo a passo

O processo para solicitação da licença maternidade costuma ser relativamente simples, mas exige atenção à documentação necessária.

 

De forma geral, o procedimento envolve:

 

  1. Apresentar atestado médico ou certidão de nascimento;
  2. Informar formalmente a empresa sobre o afastamento;
  3. Registrar a licença nos sistemas de RH e Departamento Pessoal;
  4. Solicitar o salário-maternidade quando necessário;
  5. Acompanhar os pagamentos e prazos previstos na legislação.

Uma gestão organizada desse processo reduz riscos operacionais e garante uma experiência mais tranquila para a colaboradora.

A empresa pode mandar embora uma funcionária grávida?

Não.

 

A Constituição Federal garante estabilidade provisória à gestante desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto.

 

Isso significa que a empresa não pode dispensar a colaboradora sem justa causa durante esse período, independentemente de ter conhecimento ou não da gestação no momento da demissão.

 

O objetivo dessa proteção é garantir segurança financeira e estabilidade à trabalhadora durante a gravidez e nos primeiros meses após o nascimento da criança.

Quem está em contrato de experiência tem direito à estabilidade?

Sim.

 

O entendimento consolidado da Justiça do Trabalho reconhece que a estabilidade gestacional também se aplica aos contratos por prazo determinado, incluindo contratos de experiência.

 

Isso significa que a gravidez não elimina a proteção legal da colaboradora apenas porque seu contrato possui data prevista para encerramento.

 

Por esse motivo, o RH deve tratar esses casos com atenção especial para evitar passivos trabalhistas.

A grávida tem estabilidade após voltar ao trabalho?

Sim.

 

Muitas pessoas acreditam que a estabilidade termina quando a colaboradora retorna da licença maternidade, mas isso não é necessariamente verdade.

 

A proteção legal dura até cinco meses após o parto. Dependendo da data em que a colaboradora retorna às atividades, ela ainda pode permanecer protegida pela estabilidade por dias ou até meses após a volta ao trabalho.

 

Por isso, qualquer decisão relacionada a desligamentos deve considerar cuidadosamente os prazos legais aplicáveis.

Licença maternidade em casos de adoção

A legislação brasileira também assegura licença maternidade para mães adotantes.

 

Independentemente da idade da criança adotada, a duração da licença é de 120 dias, garantindo o período necessário para adaptação familiar e fortalecimento dos vínculos afetivos.

 

Além disso, a adotante também possui direito ao salário-maternidade, observadas as regras previdenciárias aplicáveis.

O papel do RH na gestão da licença maternidade

Para o RH, a licença maternidade vai muito além do cumprimento de uma obrigação legal.

 

Uma gestão eficiente desse processo envolve planejamento da substituição temporária, acompanhamento dos prazos legais, organização documental, apoio à colaboradora e preparação para o retorno ao trabalho.

 

Empresas que estruturam bem essa jornada tendem a reduzir riscos trabalhistas, melhorar a experiência dos colaboradores e fortalecer sua reputação como empregadoras.

 

Em um cenário em que bem-estar, diversidade e inclusão ganham cada vez mais relevância, apoiar a maternidade de forma adequada também se torna um diferencial competitivo.

Licença maternidade é um direito que fortalece pessoas e organizações

A licença maternidade é uma das principais garantias de proteção à maternidade previstas na legislação brasileira. Além de assegurar segurança financeira e estabilidade à trabalhadora, ela contribui para o desenvolvimento saudável da criança e para o fortalecimento dos vínculos familiares.

 

Para as empresas, compreender como funciona a licença maternidade, quem tem direito ao benefício, quem realiza o pagamento e quais são as regras de estabilidade é fundamental para garantir conformidade legal e uma gestão de pessoas mais estratégica.

 

Mais do que cumprir a legislação, apoiar colaboradoras durante a gestação, o afastamento e o retorno ao trabalho demonstra o compromisso da organização com o cuidado, a inclusão e a construção de ambientes de trabalho mais humanos.

Perguntas Frequentes

Quantos dias dura a licença maternidade?

A duração padrão é de 120 dias, podendo chegar a 180 dias em empresas participantes do Programa Empresa Cidadã. 

Quem paga a licença maternidade?

O benefício é custeado pela Previdência Social. No caso das empregadas CLT, a empresa realiza o pagamento e posteriormente compensa os valores junto ao INSS. 

A empresa pode demitir uma funcionária grávida?

Não. A gestante possui estabilidade desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto.  

A estabilidade continua após o retorno da licença maternidade?

 Sim. A estabilidade dura até cinco meses após o parto, podendo continuar mesmo após a colaboradora retornar ao trabalho. 

Mães adotantes têm direito à licença maternidade?

Sim. A legislação garante 120 dias de licença para adoção ou guarda judicial para fins de adoção.  

Oie! Me chamo Anna e sou especialista em conteúdo na Buk. Com mais de 10 anos de experiência como redatora e formaç...

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