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Gestão de Pessoas / Transformação Digital

Buk Talks: o que líderes de RH ensinam sobre IA no RH e o lado humano

Como começar a usar IA no RH, onde o humano continua insubstituível e por que a governança virou pauta: os aprendizados de líderes da Stone, da Heineken e da Smart no primeiro encontro da comunidade de RH da Buk.

<span id=hs_cos_wrapper_name class=hs_cos_wrapper hs_cos_wrapper_meta_field hs_cos_wrapper_type_text style= data-hs-cos-general-type=meta_field data-hs-cos-type=text Buk Talks: o que líderes de RH ensinam sobre IA no RH e o lado humano

| 7 Minutos de leitura

| 9 outubro, 2026


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Buk Talks: IA no RH
8:36

 

 

No ritmo em que o RH trabalha, quase não sobra espaço para dar uma pausa e trocar experiências com quem vive os mesmos desafios. Foi para abrir esse espaço que a Buk Brasil criou o Buk Talks: um encontro entre líderes de RH para compartilhar ideias, contar o que acontece de verdade dentro das organizações e, principalmente, serem ouvidos.

 

A primeira edição acompanha a nova fase da Buk na América Latina, focada em um objetivo claro: construir, junto com esses gestores, uma comunidade de RH forte, capaz de impulsionar as organizações e quem faz RH na prática.

 

O encontro reuniu 40 participantes e marcou o início da comunidade de RH da Buk no Brasil. No palco, Christian Brech, Country Manager da Buk Brasil, e Mariana Passos, Head de Marketing da Buk, abriram o evento.

 

Em seguida, em um formato de diálogo e com microfone aberto para a plateia, Gabriela Arreal, Head de People da Buk Brasil, assumiu a mediação e conduziu a conversa com Thaís Aguiar, diretora executiva da Agência Smart. Na sequência, Gabriela recebeu Bruna Morello, Head de Operações de Pessoas da Stone, e Juliana Wei, diretora sênior de RH da Heineken.

 

O assunto? Inteligência Artificial no RH.A IA deixou de ser promessa no setor faz tempo. Mas será que ela resolve tudo? Como as organizações vivem essa transformação? Qual tem sido o papel dos diferentes atores dentro das equipes de RH? E o que esperar daqui para a frente? Saiba o que disseram os executivos.

 

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Começar a usar IA no RH na prática?

Quem trabalha com gestão de pessoas conhece bem essa contradição: a área existe para cuidar de gente, mas passa boa parte do dia resolvendo burocracia. Partindo dessa realidade, Gabriela Arreal provocou Bruna Morello, da Stone, e Juliana Wei, da Heineken, com uma pergunta que todo RH se faz neste momento de transformação: qual foi o pontapé inicial para levar a IA aos times?

 

As duas executivas concordaram em um ponto: o começo está em criar espaços de aprendizado e de desenvolvimento de habilidades para os colaboradores e em acelerar processos operacionais. Na Stone, conta Bruna, foi criada uma área dedicada a capacitar os times em IA. A ideia não é centralizar as iniciativas, mas incentivar quem está na operação a usar a tecnologia, porque é quem vive o processo no dia a dia que sabe onde a IA pode fazer a diferença: acelerar processos, reduzir tempo e inovar dentro da empresa.

 

Na Heineken, Juliana conta que começou com encontros chamados LAB IA, que reuniram os colaboradores com mais interesse no tema. O grupo cresceu e hoje é um núcleo que pensa, cada vez mais, em processos que podem ser impulsionados pela IA de forma transversal. “Hoje, a gente está indo além da produtividade", disse Juliana.

 

O ponto de partida das duas operações foi impulsionar o conhecimento, oferecer as ferramentas e abrir espaços para inovar. Porém, ficou claro que é preciso traçar uma estratégia e entender muito bem o que deve ser automatizado com IA e o que não deve. Enquanto em muitos processos o benefício é muito positivo, em outros não vale a pena investir.

 

O uso de IA nas empresas é um aprendizado que engloba a tecnologia em si, como usá-la e para quê. A transformação está acontecendo agora, e é importante aprender com o processo, pois o maior impacto nas pessoas ainda está por vir nos próximos anos.

A IA não deve substituir o humano no RH

Se a IA assume o operacional, a pergunta seguinte é inevitável: onde o humano continua insubstituível? Para as executivas, a resposta está nas relações, e o recrutamento é o exemplo mais claro.

 

A Heineken chegou a testar um agente para entrevistar candidatos e voltou atrás, porque a experiência mostrou que o candidato quer ser entrevistado por uma pessoa, “Use a inteligência artificial para fazer a busca, a triagem, as referências. Mas não evite o contato humano, que é a parte mais rica do processo", disse Juliana.

Bruna, da Stone, vai na mesma direção: "IA, não vai tirar a parte humana. Ninguém vai contratar ninguém num processo 100% digital. Tem que ter um humano, tem que ter um olho no olho, tem que gostar da pessoa."

 

O mesmo vale para a comunicação com os times. Juliana contou que, depois de um workshop, alguém quis enviar a todo o RH um e-mail escrito pela IA. A sugestão dela foi trocar o e-mail por meia hora de conversa, porque é isso que gera escuta e aderência. "Tudo bem a IA fazer e você só dar o toque final. Mas qual é o cuidado da parte humana no processo?"

 

E o tempo que sobra precisa ter destino. Para Thaís Aguiar, da agência Smart, a pergunta que o RH deve se fazer hoje é: "O que eu faço com o tempo que vai sobrar?" A resposta passa pelo desenvolvimento de pessoas, com papéis bem definidos, e de colocar o RH como um habilitador. "A ideia é aproveitar o recurso para ser mais humano”, diz a executiva.

 

Governança de IA: a pauta que o RH precisa assumir

Quando todo mundo começa a criar agentes e automatizar tarefas, surge uma pergunta que poucas empresas já responderam: quem cuida de tudo isso? Para Gabriela Arreal, da Buk Brasil, essa é hoje a lacuna mais urgente: “Vejo o RH muito focado no como usar: vamos usar, vamos capacitar, quais são as plataformas. Mas sem entrar em governança: quais são as regras, até onde um colaborador pode ir.”

 

Juliana, da Heineken, apresentou a governança como um dos grandes desafios do momento, principalmente porque, segundo a executiva, a base da inteligência artificial são os dados, e dado sem gestão vira risco. Nesse sentido, ela identifica no Brasil duas grandes travas: a segurança da tecnologia e a atração de talentos com as novas capacidades que o futuro do trabalho com IA exige.

 

Na Stone, a reflexão já é sobre quem mantém os agentes funcionando. Se o método de seleção muda, por exemplo, alguém precisa reescrever as instruções do agente que avalia as entrevistas, e essa tarefa não é da área de TI. Para Bruna, vão surgir no RH funções que ainda nem têm nome.

 

Governança também é dar segurança às pessoas. Thaís, da Smart, destacou a fadiga da mudança que percebe nos clientes: os colaboradores não sabem o que podem fazer com a IA nem qual ferramenta estão autorizados a usar. O ritmo da adoção depende da maturidade de cada empresa para dar segurança ao negócio e conforto a quem usa.

 

O que fica do Buk Talks: tecnologia segura, flexível e em comunidade

O primeiro Buk Talks deixou uma mensagem clara: IA no RH é mudança de cultura e só faz sentido se devolver tempo para o RH "cuidar do maior bem que a gente tem dentro da empresa, que são as pessoas", como disse Christian Brech.

 

Mas nenhuma mudança de cultura se sustenta sem uma base sólida. Se a inteligência artificial depende de dados, o RH precisa de sistemas seguros, que protejam as informações dos colaboradores, e flexíveis o bastante para acompanhar uma tecnologia que muda a cada mês.

 

Sua empresa está preparada para isso? Os dados de pessoas estão em um só lugar ou espalhados em planilhas e sistemas que não se conversam?

 

Foi essa lógica que Mariana Passos apresentou ao contar a trajetória da Buk. Em dez anos, a plataforma cresceu em camadas, junto com as necessidades dos clientes: começou pela folha de pagamento e avançou para desempenho, recrutamento, benefícios e todo o ciclo de gestão de pessoas.

 

"As nossas camadas não param no produto; elas se expandem para serviço, comunidade e cultura", afirmou. “A Buk chega ao mercado brasileiro como uma plataforma que não apenas armazena informações ou organiza processos, mas que pode pensar, conectar e agir e, efetivamente, trabalhar para você”.

 

A comunidade, aliás, é a camada que o encontro inaugurou no Brasil. "Esse é o primeiro Buk Talks de muitos, para essa conexão virar uma comunidade muito forte no mundo de RH", disse Christian. Afinal, nenhum líder de RH precisa atravessar essa transformação sozinho.

 

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Perguntas Frequentes

Como começar a usar IA no RH?

O primeiro passo é criar espaços de aprendizado para o time, como uma área de capacitação ou grupos de interesse que se reúnem para testar ferramentas. Envolva quem está na operação, porque é quem conhece os processos, e defina com clareza o que deve e o que não deve ser automatizado.

Onde a IA não deve substituir o humano no RH?

Em processos que dependem de relação, como as entrevistas de recrutamento, a comunicação com os times e o desenvolvimento de pessoas. A IA pode apoiar a busca, a triagem e a preparação, mas o contato humano continua essencial.

O que é governança de IA no RH?

É o conjunto de regras que define quais ferramentas podem ser usadas, com quais dados, por quem e com que limites. Inclui também quem cria, mantém e atualiza os agentes da área, além da transparência com os colaboradores sobre o uso da tecnologia.

Quais são os desafios para adotar IA no RH no Brasil?

Entre os principais estão a segurança da tecnologia e dos dados, a escassez de talentos com as novas capacidades que a IA exige e a fadiga da mudança, quando os colaboradores não sabem o que podem ou não fazer com as ferramentas.

A IA vai substituir o profissional de RH?

A IA tende a assumir o trabalho operacional, não o relacional. Ao mesmo tempo, ela deve criar novas funções no RH, como a gestão e a manutenção de agentes, e abrir espaço para uma atuação mais estratégica e consultiva.

O que é a Buk e como ela usa IA no RH?

A Buk é uma plataforma de gestão de pessoas que conecta dados e processos de RH e Departamento Pessoal em um único sistema. A Buk é uma solução construída em camadas conectadas, com módulos de folha de pagamento, desempenho, recrutamento, benefícios e todo o ciclo de gestão de pessoas. Com inteligência artificial, a plataforma automatiza o trabalho operacional e devolve tempo ao RH para atuar de forma estratégica e cuidar das pessoas.

Olá! Sou a Lorena, criadora de conteúdo na Buk. Amo escrever, contar histórias e traduzir mundos com propósitos tra...

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