Gestão de Pessoas / Tendências de RH
Como manter engajamento e produtividade em dias de jogo da Copa 2026?
Com a Copa do Mundo de 2026, ressurge o clássico dilema nos corredores de Recursos Humanos e Departamento Pessoal: como manter o engajamento e a produtividade dos times durante o torneio?
A grande armadilha aqui é enxergar esse período como um "problema a ser mitigado". No cenário atual do mercado, em que o engajamento dos trabalhadores tem caído globalmente – em 20%, segundo estudo da Gallup – a Copa do Mundo não deve ser vista como uma ameaça à entrega. Pelo contrário: ela pode ser a maior aliada da sua estratégia de Employee Experience no ano.
Afinal, a produtividade moderna não é medida por horas sentadas na cadeira, mas sim pelo foco e pela energia dos colaboradores. Neste artigo, vamos te mostrar como aproveitar a Copa do Mundo 2026 para alavancar o engajamento do seu time.
O cenário da Copa 2026: os dias de jogo do Brasil
Os jogos da Copa do Mundo 2026 acontecerão no Canadá, México e Estados Unidos, países com fusos horários muito próximos do horário de Brasília. Isso significa que a maioria das partidas será transmitida no período da tarde ou início da noite por aqui.
Nesse caso, o primeiro impulso do RH pode ser não investir energia em organizar alguma coisa que vai acontecer fora do horário comercial, principalmente se esse RH é de uma empresa que funciona nesse período. Nesse caso, você pode perder a chance de engajar os seus colaboradores.
Pense bem: o clima de Copa afeta o foco muito antes do apito inicial. Aquela sexta-feira à tarde que antecede o jogo das 22h terá o mesmo rendimento de uma semana comum? Provavelmente não. E é exatamente por isso que o RH precisa agir de forma preventiva, aproveitando o momento para transformar a experiência dos colaboradores.
Antes de desenhar essa experiência, contudo, é necessário entender as regras de trabalho durante o período da Copa, principalmente nos dias em que a seleção brasileira joga. Isso porque não existem leis que regem esse tipo de situação.
Entenda aqui, tudo o que o RH precisa saber sobre o expediente durante a Copa do Mundo
O impacto da Copa no clima organizacional
A Copa do Mundo movimenta todo o tipo de empresa, mas o desafio é maior naquelas que estão em fase de crescimento acelerado. Elas precisam manter a conformidade legal, como qualquer empresa, enquanto têm que sustentar uma cultura que está em fase de se solidificar.
Por isso, tentar ignorar a Copa do Mundo não é o caminho e gera o chamado "absenteísmo mental": o funcionário está fisicamente no posto, mas sua atenção está na tela do celular atualizando o placar.
O custo invisível do desengajamento temporário
De acordo com dados globais da Gallup, o desengajamento ativo custou US$ 10 trilhões à economia global em 2025. Durante grandes eventos esportivos, esses números podem piorar, principalmente em um cenário em que há descentralização da informação e falta de combinados claros.
Se o seu RH gasta 90% do tempo apagando incêndios operacionais e controlando escalas em planilhas paralelas, o risco de atrito com a liderança e erro na folha dispara.
Como transformar distração em alinhamento cultural?
Como o RH pode virar esse jogo? A resposta está em direcionar o foco. Em vez de lutar contra o fluxo de atenção dos colaboradores, as lideranças inteligentes desenham rituais que integram o evento aos objetivos de negócio. Isso cria o que chamamos de "capital de relacionamento" interno, um dos maiores ativos para reduzir o turnover no médio prazo.
8 Ideias práticas para aumentar o engajamento sem deixar a produtividade de lado durante a Copa
Agora que você sabe quais são as regras por trás dos dias de jogo e já definiu como vai funcionar o expediente na sua empresa, agora, vamos à parte prática. O Blog da Buk separou oito estratégias para estimular o engajamento, sem deixar de lado a produtividade:
1. Central de transmissão interna (a "arena da firma")
Se o seu negócio depende da operação presencial ou se você deseja reforçar os laços de conexão social da equipe, não lute contra o evento: traga-o para dentro de casa.
- Como fazer: reserve uma sala de reuniões, ligue um projetor e disponibilize comes e bebes. Permita que o time pare 15 minutos antes do jogo e retorne 15 minutos após o término.
- O impacto no negócio: o colaborador não precisa sair correndo para chegar em casa e você ganha pontos valiosos em clima de equipe. O tempo "perdido" de produção é compensado pelo pico de energia e pertencimento pós-evento. Lembre-se de montar um menu que considere as preferências dos colaboradores e atenção a possíveis alergias.
2. Gestão assíncrona e "janelas de foco"
Para times que trabalham no modelo híbrido ou remoto, a cobrança por respostas instantâneas em aplicativos de mensagem durante o jogo da seleção é irreal e gera estresse desnecessário.
- Como fazer: estabeleça um pacto de comunicação assíncrona. Defina que, no período da partida, as janelas de comunicação estão pausadas. Em contrapartida, use metodologias ágeis para mapear as entregas da semana em blocos macro de tarefas (sprints). Se o colaborador entregar o resultado acordado para a semana, o horário em que ele executou a tarefa deixa de ser uma obsessão da gerência.
3. O "bolão da firma" nativamente integrado
Gamificação funciona, e muito, para engajamento. Mas, na hora de fazer o “bolão da firma” evite planilhas paralelas de Excel enviadas por e-mail, que só descentralizam a informação e geram retrabalho de controle para o RH.
- Como fazer: use canais de comunicação oficiais da empresa ou ferramentas de mural digital para criar um bolão cultural, como o Portal do Colaborador da Buk. Premie os vencedores com mimos que gerem valor real: uma folga extra (day off), um voucher de delivery para o próximo jogo ou um kit torcedor.
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4. Escalas de contingência para serviços essenciais
Se a sua empresa possui times de suporte ao cliente (Customer Support), infraestrutura de TI ou operações que simplesmente não podem parar, a palavra de ordem é antecedência, transparência e uso de dados para a tomada de decisão.
Imagine uma empresa que opera com um time de suporte 24/7. Sabendo que o jogo da seleção brasileira acontece em uma quarta-feira, às 19h, o RH utilizou uma plataforma centralizada de dados para mapear o histórico de chamados em Copas anteriores.
Descobriram que o volume de interações caía 75% durante os 90 minutos de jogo, mas triplicava logo após o apito final.
Com base em dados, dividiram o time em duas escalas: o Grupo 1 assistiu à partida na empresa, com infraestrutura montada pelo RH, prontos para assumir o pico pós-jogo. O Grupo 2 foi liberado mais cedo e assumiu o monitoramento remoto no segundo tempo.
Ou seja, use o histórico que você tem dos torneios anteriores antes de definir a escala de trabalho de times essenciais.
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5. Desafio "Artilheiro de Soluções" (hackathon temático)
A Copa do Mundo pode ser pano de fundo para acelerar a inovação na sua empresa, principalmente se ela é de pequeno e médio porte, e, ao mesmo tempo, estreitar os laços entre os times.
Aproveite o clima de competição saudável para resolver dores latentes do negócio. Crie um torneio de inovação interno de curta duração. Os times são divididos como "seleções" interdepartamentais para desenhar soluções que eliminem gargalos operacionais ou automatizem processos manuais que hoje sobrecarregam as áreas.
A final do desafio pode acontecer na semana que antecede as finais da Copa, com premiações voltadas ao desenvolvimento profissional.
6. Kit "torcida conectada"
Para empresas com operação majoritariamente em home office, o sentimento de isolamento pode aumentar em dias de comemoração nacional. Envie para a casa dos colaboradores um kit personalizado com petiscos nativos de países participantes da Copa e adereços com a marca do seu negócio.
Incentive os colaboradores a compartilharem fotos com suas famílias no canal oficial de cultura da empresa. Isso tangibiliza o pertencimento e humaniza as relações à distância.
7. Intercâmbio cultural interno
A Copa do Mundo de 2026 reúne 48 seleções de diferentes partes do globo. Use essa diversidade para promover pílulas de conhecimento de mercado.
Se a sua empresa possui filiais ou atende clientes internacionais, convide especialistas para falar brevemente sobre a cultura de negócios de outros países participantes. É uma forma sutil de ampliar o mindset global do seu time de vendas ou produto enquanto aproveita o gancho temático do torneio.
8. Campeonato de arrecadação solidária
Engajamento também exige propósito. Transforme cada gol marcado pela seleção brasileira em uma ação social patrocinada pela empresa. Promova gincanas em que os departamentos competem para arrecadar alimentos, agasalhos ou mentoria para jovens profissionais de comunidades vulneráveis.
Vincular o sucesso esportivo ao impacto social real fortalece o Employer Branding da companhia perante o mercado e eleva o orgulho de pertencer dos colaboradores.
O papel da liderança e da tecnologia na sustentação do foco
Nenhuma dessas ideias criativas funcionará se a sua liderança estiver operando no escuro, sem visibilidade de dados, entregas e humor do time. É aqui que a tecnologia é ainda mais aliada.
Gestão por resultados versus controle de minutos
Microgerenciamento destrói o engajamento. Líderes precisam entender que o foco deve estar no cumprimento de sprints e metas assíncronas, e não no monitoramento rígido da tela do funcionário durante os 90 minutos de uma partida.
Ao alinhar os objetivos da semana por meio de OKRs claros, o time ganha a autonomia necessária para celebrar e, em contrapartida, entrega o resultado com maior nível de responsabilidade (accountability).
Centralização de dados: o escudo contra o caos operacional
Para que o RH deixe de ser visto como um centro de custo e passe a atuar estrategicamente ao lado do C-Level durante períodos de alta distração, como é o caso da Copa, ter dados centralizados é fundamental.
Quando as informações de folgas, escalas de contingência para serviços essenciais (como suporte técnico e atendimento) e a comunicação interna estão integradas em um único ecossistema, o DP elimina o retrabalho.
O resultado? Menos burocracia, zero ruído de comunicação e controle total dos indicadores de absenteísmo e turnover em tempo real. A tecnologia certa transforma o estresse da Copa em um case de sucesso de cultura e produtividade.
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Como o RH pode sobreviver à Copa do Mundo?
A Copa do Mundo de 2026 vai passar. A sua empresa pode sair dela com um time exausto e processos trabalhistas na mesa, ou com uma cultura organizacional fortalecida, processos automatizados e resultados históricos de produtividade. A escolha de como posicionar a sua zaga depende do planejamento que o seu RH iniciar hoje.
Por isso, conte com a tecnologia na hora de colher dados, acompanhar folgas e banco de horas. Com a Buk, por exemplo, a comunicação das ações da Copa do Mundo 2026 é fácil, analisar dados é simples e acompanhar a escala dos times é intuitivo.
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Perguntas Frequentes
O funcionário pode exigir folga nos dias de jogos da seleção brasileira?
Não. Legalmente, a Copa do Mundo não é feriado nacional ou ponto facultativo para a iniciativa privada. A dispensa dos colaboradores depende exclusivamente da política interna da empresa ou de negociações coletivas com o sindicato.
Se a empresa liberar o time para assistir aos jogos em casa, pode exigir a compensação de horas depois?
Sim, perfeitamente. A empresa pode acordar a recuperação das horas não trabalhadas por meio de um Acordo Individual de Compensação (desde que a reposição ocorra dentro do mesmo mês) ou via Banco de Horas instituído conforme os requisitos do artigo 59 da CLT.
A empresa pode proibir o uso de camisas de futebol ou adereços da seleção no ambiente de trabalho durante a Copa?
Sim, o poder diretivo do empregador permite estabelecer diretrizes de código de vestimenta (dress code). No entanto, especialistas em clima organizacional recomendam flexibilizar essa política nos dias de jogos do Brasil como uma ação simples e sem custos para aumentar o engajamento das equipes.
O que fazer se um departamento apresentar queda de produtividade durante o torneio?
A liderança deve intervir de forma analítica, identificando se a queda ocorreu por falta de clareza nos combinados ou sobrecarga operacional. Use o momento para recalibrar as metas semanais através de comunicação assíncrona, focando em entregas macros e não em horários rígidos.
Como engajar colaboradores que não gostam de futebol nas ações da Copa?
Desenhe ações que usem o torneio apenas como pano de fundo cultural ou social. O "Desafio Artilheiro de Soluções" (focado em inovação) e as campanhas de impacto social (ESG) atraem perfis que valorizam o desenvolvimento profissional e o propósito, independentemente do esporte.
Olá! Sou Camila Mendonça, jornalista e especialista de conteúdo na Buk. Tenho mais de 10 anos de experiência em ass...


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