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Quando entra em vigor o fim da escala 6x1? Conheça as últimas notícias

Foi aprovado o fim da escala 6x1? A escala 6x1 vai acabar? Entenda o cenário atual da legislação, os impactos no RH e as últimas notícias sobre o fim da escala 6x1.

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| 7 Minutos de leitura

| 8 Julho, 2026


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Quando entra em vigor o fim da escala 6x1? Conheça as últimas notícias
9:14

 

 

A discussão sobre jornadas de trabalho segue em alta. Se há alguns anos o debate corporativo girava em torno de dinâmicas tradicionais de controle de horários, hoje a balança pende fortemente para a busca por eficiência aliada à saúde mental e equilíbrio entre vida profissional e trabalho. É por isso que o fim da escala 6x1 tem provocado grandes discussões. Mas quando entra em vigor o fim da escala 6x1?

 

A proposta está no Congresso Nacional e já foi aprovada pela Câmara dos Deputados. Agora, ela está na mesa de discussão e avaliação do Senado Federal. Como o fim da escala 6x1 é uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição), ela só precisa da aprovação das duas casas (Câmara e Senado) para entrar em vigor.

 

A seguir, entenda quando entra em vigor o fim da escala 6x1, se existe um plebiscito popular sobre a escala 6x1 e as últimas notícias sobre o assunto.

 

Leia também: Fim da escala 6x1: o que muda na folha de pagamento?


 

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A escala 6x1 vai acabar?

Esse é o objetivo da PEC (221/2019) que foi aprovada pela Câmara dos Deputados e que está no Senado Federal para avaliação e votação. Por isso, dizer que a escala 6x1 vai acabar com toda a certeza depende se essa proposta vai ou não ser aprovada pelas duas casas do Congresso Nacional (Câmara e Senado).

 

O que se sabe é que metade do caminho já foi trilhado para o fim da escala 6x1. Com a aprovação da proposta na Câmara, o projeto só precisa da aprovação no Senado para começar a valer.

 

Diante da repercussão do tema e do peso social do assunto, muitos apostam na aprovação. Contudo, há alguns embates acontecendo que interferem na movimentação da proposta:

 

  • Embate político: a PEC 221/2019 não é a única proposta no Congresso Nacional que propõe o fim da escala 6x1 ou que reduz a jornada de trabalho. E, com as eleições perto de acontecer, há uma discussão sobre qual projeto avançar (o do governo ou o da oposição) e até se é o momento de colocar o projeto em pauta.

Leia também: PEC das horas trabalhadas e do fim da escala 6x1: saiba as diferenças

 

  • Embate setorial: organizações que representam setores como comércio, indústria e serviços têm discutido o aumento de custo que o fim da escala 6x1 pode gerar na folha de pagamento.

Leia também: Fim da escala 6x1: entenda os argumentos pró e contra a proposta

 

  • Embate social: o assunto tem grande peso social. Uma pesquisa feita pela empresa de pesquisa e inteligência de dados Nexus mostra que 63% dos brasileiros são a favor do fim da escala 6x1. Quando questionados sobre o fim da escala estar ou não condicionada à redução salarial, a taxa de aprovação sobe para 73% dos pesquisados, desde que a mudança da jornada não implique em redução salarial.

Ou seja, a escala 6x1 vai acabar ou não a depender do avanço dessas questões.

Quando entra em vigor o fim da escala 6x1?

O fim da escala 6x1 entra em vigor quando a proposta for aprovada no Senado Federal. É que o projeto veio no formato de PEC, que é uma Proposta de Emenda à Constituição, e toda PEC só precisa da aprovação da Câmara dos Deputados e do Senado Federal para começar a valer, diferentemente do que ocorre com um Projeto de Lei, que depende da aprovação nas duas casas e, depois, da aprovação final da Presidência da República.

 

Depois da aprovação no Congresso, a PEC precisa ser promulgada, ou seja, ela é declarada como válida em um rito no Congresso. Depois disso, a nova emenda é publicada no Diário Oficial e começa a valer. Mas isso não significa que a escala 6x1 vai acabar de um dia para o outro depois que a PEC passar.

 

Todo projeto tem um período de transição. No caso do fim da escala 6x1, esse período vai durar mais de um ano. Pela proposta, a jornada de trabalho oficial do país vai passar de 44 horas semanais para 42 horas semanais depois de 60 dias da aprovação da emenda. Ou seja, depois de validada, a PEC do fim da escala 6x1 só entra em vigor de fato depois de dois meses. Esse prazo é necessário para que as empresas possam se adaptar e fazer os ajustes necessários.

 

Passados 14 meses da aprovação é que a nova jornada de trabalho passa a ser 40 horas semanais, com dois dias de repouso seguidos.

 

Leia também: Fim da escala 6x1: o que falta para começar a valer?

O fim da escala 6x1 foi aprovado?

O fim da escala 6x1 ainda não foi aprovado, mas está no caminho. O que está acontecendo agora é o seguinte: a PEC já foi aprovada pela Câmara e agora está no Senado Federal para avaliação.

 

Primeiro, o Senado precisa colocar o projeto em pauta para iniciar os ritos. Depois, a proposta passa por avaliação de comissões especiais para, só depois, ser analisada pelo Plenário do Senado em dois turnos. A aprovação depende dos votos favoráveis de 49 senadores.

Existe um plebiscito popular sobre a escala 6x1?

Não há um plebiscito oficial convocado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em andamento sobre o fim da escala 6x1. O que o mercado testemunha é uma imensa mobilização digital e petições populares que funcionam como mecanismos de pressão política direta sobre os parlamentares.

 

Essa participação da sociedade civil costuma acelerar a pauta no legislativo, mas não garante a aprovação.

Quais são as últimas notícias da escala 6x1?

No momento, as últimas notícias sobre a escala 6x1 são as seguintes: a proposta está parada no Senado Federal. A discussão agora é se este é o momento certo para a votação da medida, dado que estamos em ano eleitoral.

 

No início de julho de 2026, o Senado promoveu um debate sobre o fim da escala 6x1. Esses espaços costumam acontecer em medidas que têm forte apelo popular, mas que não são unânimes no mercado. Nesse debate, estiveram presentes representantes de setores da economia, de confederações, associações, sindicatos, cooperativas e especialistas de trabalho.

 

De forma geral, houve consenso sobre a importância da pauta, mas questionaram a pressão para avaliar a medida em pleno ano eleitoral, o impacto financeiro que as empresas podem sofrer com a mudança e também medidas alternativas à proposta.

 

Segundo o Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, a proposta deve impactar 15 milhões de pessoas que trabalham na escala 6x1 e 38 milhões que trabalham na jornada de 44 horas semanais.

 

Estimativas feitas pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), apresentadas durante o debate no Senado pela diretora técnica do Dieese, Adriana Marcolino, mostram que a fatia de riqueza gerada que fica com as empresas saltou de 33% para 37% do PIB (Produto Interno Bruto) nos últimos 10 anos, enquanto a participação dos salários caiu de 35% para 31% no mesmo período. Para ela, o fim da escala 6x1 ajuda a reduzir a desigualdade na apropriação da renda.

 

Já representantes setoriais afirmaram que é necessário cautela nessa questão e afirmaram que o fim da escala 6x1 aumenta o custo operacional das empresas, que pode resultar em perdas de empregos.

Como é a escala 6x1?

A escala 6x1 é um arranjo de jornada em que o profissional atua por seis dias consecutivos e recebe, obrigatoriamente, um dia de descanso semanal remunerado (DSR).

Qual a carga horária de um funcionário em escala 6x1?

Sob a legislação brasileira atual, o limite constitucional da jornada regular de trabalho é de 8 horas diárias e 44 horas semanais. Na escala 6x1, essa carga horária costuma ser distribuída de duas formas principais:

 

  • Divisão Linear: o colaborador trabalha 7 horas e 20 minutos por dia, de segunda a sábado, totalizando exatamente as 44 horas estipuladas.
  • Regime de Compensação: o profissional cumpre 8 horas diárias de segunda a sexta-feira e 4 horas no sábado.

Qualquer minuto trabalhado além desses limites deve ser computado rigidamente como hora extra ou destinado ao banco de horas compensatório, sob pena de gerar passivos trabalhistas severos.

 

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Escala 6x1 nos domingos e feriados

A engenharia jurídica da escala 6x1 torna-se ainda mais complexa quando envolve domingos e feriados. O artigo 67 da CLT estabelece que o descanso semanal remunerado deve coincidir com o domingo, preferencialmente.

 

Para os setores autorizados a funcionar nesses dias, a legislação exige o cumprimento de escalas de revezamento. Além disso, o trabalho em feriados não compensados exige o pagamento do dia em dobro (a chamada hora extra 100%) ou a concessão de folga compensatória imediata.

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Perguntas Frequentes

O fim da escala 6x1 já está valendo?

Atualmente, o fim da escala 6x1 é tema de propostas de emenda à constituição (PECs) em debate no Congresso Nacional. A jornada de até 44 horas semanais continua sendo a regra legal vigente na CLT.

O que falta para o fim da escala 6x1 virar lei?

A PEC 221/2019, que dá fim à escala 6x1, foi aprovada pela Câmara dos Deputados e, agora, está no Senado Federal, onde passará novamente por comissões especiais e por mais dois turnos de votação no plenário. Depois de aprovada, ela já começa a valer, mas sempre vai existir um período de transição e de adaptação para as empresas.

O salário do funcionário pode ser reduzido se a escala de trabalho diminuir?

A Constituição Federal brasileira adota o princípio da irredutibilidade salarial (Artigo 7º da CLT). Portanto, qualquer redução de jornada proposta pelas PECs em grande debate defende a manutenção integral dos salários. Alterações de valores só são válidas se houver previsão explícita e benéfica em convenção coletiva.



 

 

 

 

Como o RH pode se preparar para uma possível mudança nas escalas de trabalho?

O caminho ideal é a substituição de processos manuais e planilhas por softwares de gestão integrada, como a Buk. Centralizar dados de ponto, jornadas e folha permite que a empresa faça simulações de impacto financeiro e reorganize turnos com rapidez, previsibilidade e total segurança jurídica.

Olá! Sou Camila Mendonça, jornalista e especialista de conteúdo na Buk. Tenho mais de 10 anos de experiência em ass...

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