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Gestão de Pessoas / Cultura e bem-estar no trabalho

Saúde financeira no trabalho: qual o papel do RH?

A saúde financeira dos colaboradores afeta diretamente o clima e a produtividade, e o RH tem ferramentas para agir. Entenda.

<span id=hs_cos_wrapper_name class=hs_cos_wrapper hs_cos_wrapper_meta_field hs_cos_wrapper_type_text style= data-hs-cos-general-type=meta_field data-hs-cos-type=text Saúde financeira no trabalho: qual o papel do RH?

| 5 Minutos de leitura

| 13 outubro, 2026


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Saúde financeira no trabalho: como o RH pode ajudar?
7:35

 

 

Mais de 80% das famílias brasileiras estão endividadas, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Esse dado deixa evidente a importância de aprender sobre saúde financeira e sobre como organizar as finanças pessoais. 

 

A pessoa de RH também pode pensar em iniciativas que ajudem os colaboradores a lidar melhor com a vida financeira, já que existem pesquisas mostrando como o endividamento também afeta a vida profissional. Continue lendo para entender como você, como profissional de RH, pode contribuir para o bem-estar financeiro da equipe.

 


Como o funcionário chega ao fim do mês?

Segundo a última edição da Pesquisa de Saúde Financeira dos Trabalhadores, realizada pela Serasa Experian, 47% das pessoas entrevistadas afirmam recorrer a fontes de renda adicionais para fechar as contas, enquanto 6% chegam ao fim do mês sem dinheiro suficiente e sem usar renda extra.

 

Esse dado aponta um cenário preocupante, visto que mais da metade dos entrevistados não consegue fechar as contas do mês só com a renda fixa, seja no regime CLT, seja como Pessoa Jurídica (PJ). Além disso, ter as finanças pessoais pressionadas dessa forma impede que as pessoas se organizem para imprevistos.

Qual é o impacto da saúde financeira na saúde mental?

A pesquisa também mostra como esse cenário afeta a vida para além das finanças. Entre os entrevistados que passaram por problemas financeiros nos últimos cinco anos, 44% apontam irritabilidade e 44%, insônia em decorrência da situação econômica. Há também relatos de alterações de peso, depressão, dores físicas e isolamento social.

 

Após as atualizações da NR-1, as conversas sobre saúde mental se amplificaram. Por isso, também é importante trazer para o centro da discussão um ponto essencial: como está a rotina de trabalho do colaborador e como é possível ajudá-lo a lidar melhor com as finanças, evitando que elas se tornem um estresse constante que atrapalhe o bem-estar físico e mental?

 

O psicólogo clínico Fabio Polotto defende, no episódio Ansiedade Financeira do Podcast Fabio Polotto, que “a ansiedade financeira não é só um problema de dinheiro, mas muitas vezes de medo, vergonha, estresse e sobrecarga emocional”.

 

Na prática, a pessoa colaboradora com a saúde financeira afetada acaba se isolando para evitar o desgaste de falar sobre o assunto, às vezes por vergonha de que os outros descubram a situação. Com isso, ela se afasta de amigos, familiares e até de momentos de lazer. Essa combinação pode elevar os níveis de estresse e prejudicar ainda mais a saúde mental já fragilizada.

 

Leia também: Saúde mental no trabalho: o risco que empresas ignoram

A saúde financeira também afeta o desempenho dos colaboradores?

Sim, é muito comum que a instabilidade financeira também prejudique a vida profissional. Segundo o mesmo estudo da Serasa Experian, entre os entrevistados que tiveram problemas financeiros nos últimos cinco anos, os efeitos no trabalho aparecem em diferentes níveis:

 

  • 51% relatam estresse no ambiente de trabalho;
  • 46% relatam exaustão e esgotamento físico;
  • 35% sentem diminuição da atenção;
  • 33% sentiram queda na produtividade;
  • 26% tiveram irritabilidade com outras pessoas no trabalho;
  • 5% tiveram faltas no trabalho.

 

Esses dados sugerem que os sinais da saúde mental fragilizada aparecem antes da queda na produtividade.

 

Por exemplo, um funcionário com problemas financeiros começa a se sentir estressado. Esse estresse leva à exaustão e ao esgotamento físico. Em seguida, ele passa a ter dificuldade para manter a atenção no que está fazendo, e, depois, sente o impacto na produtividade. É como se um sintoma levasse ao próximo, em um efeito cascata.

 

Em algumas atividades, como o manuseio de máquinas e o trabalho em linhas de produção, o esgotamento, a exaustão e a diminuição da atenção podem causar até acidentes de trabalho, colocando em risco também a saúde física da própria pessoa e de colegas de trabalho.

 

Como o RH pode ajudar?

 

Como mencionei, os problemas financeiros impactam diretamente a saúde mental e o ambiente de trabalho. Além disso, as mudanças na NR-1 incluíram a saúde mental entre os pilares do direito a um ambiente de trabalho seguro. Por isso, a equipe de RH pode adotar algumas iniciativas para mapear riscos e pontos de atenção e apoiar os colaboradores, como:

 

  1. Diagnóstico: entender como os colaboradores se sentem em relação à saúde financeira. Uma opção é aplicar pesquisas anônimas que ajudem a segmentar entre faixas salariais, áreas, idade etc. A partir desses dados, o RH pode traçar planos de ação;
  2. Materiais e trilhas sobre Educação financeira: oferecer conteúdos segmentados de acordo com o momento financeiro de cada pessoa. Por exemplo: para quem está na faculdade, para quem quer montar um plano de aposentadoria, para quem está se organizando para comprar um imóvel e para quem já está com problemas financeiros. O acesso aos materiais deve ser fácil e discreto, para que ninguém se sinta constrangido ou exposto;
  3. Benefícios: a pesquisa de diagnóstico também pode ajudar o RH a identificar melhorias nos benefícios atuais ou a inclusão de novos benefícios com impacto positivo na saúde financeira do colaborador, como auxílio-creche, benefícios de alimentação, incentivos à atividade física etc;
  4. Crédito do Trabalhador: explicar como funciona o programa Crédito do Trabalho, quais são as regras, os benefícios e os riscos, e em quais situações ele ajuda e quando pode piorar o endividamento;
  5. Apoio especializado: disponibilizar orientação financeira individual para quem quer começar a organizar as contas ou fazer ajustes no orçamento.

 

Há ferramentas no mercado que ajudam a planejar e colocar essas iniciativas em prática, como a Buk, um software de gestão de pessoas que conecta dados e processos em um único sistema. Com ela, é possível aplicar pesquisas, gerenciar benefícios e folha de pagamento, por exemplo.

 

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Como o RH pode medir se as iniciativas estão funcionando?

Depois de colocar em prática as iniciativas que o RH mapeou como essenciais para melhorar a saúde financeira das pessoas colaboradoras, é preciso acompanhar os resultados. Algumas perguntas ajudam nessa avaliação: como eles estão se sentindo em relação à situação financeira? Os benefícios, os materiais e o apoio especializado estão sendo usados?

 

Com essas respostas, a pessoa de RH responsável por esse pilar pode montar um novo plano, ajustar o que não deu certo e adaptar as iniciativas às necessidades de quem trabalha na empresa.

 

Leia também: O que são riscos psicossociais no trabalho e como o RH pode geri-los?

 

Por que a empresa deve ajudar na saúde financeira dos funcionários?

 

Como mencionei ao longo do conteúdo e notamos analisando os dados da pesquisa, a saúde financeira não afeta só a vida pessoal. Ela também pode prejudicar o desempenho no trabalho, o bem-estar e o clima organizacional.

 

A empresa ganha eficiência e produtividade quando as pessoas colaboradoras estão satisfeitas com a vida pessoal, profissional e financeira.

 

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Perguntas Frequentes

Como a saúde financeira afeta a saúde mental?

Problemas financeiros podem gerar estresse, insônia, ansiedade e isolamento social e, a longo prazo, até sintomas físicos.

Quais as consequências da falta de educação financeira?

A falta de educação financeira pode trazer impactos, principalmente, em três áreas: econômicos, com endividamento e comprometimento do futuro; emocional, com estresse e ansiedade; e profissional, com queda da produtividade e falta de concentração.

Quais são os pilares da vida financeira?

Segundo o Banco Central do Brasil, existem seis conhecimentos e comportamentos básicos para uma vida financeira saudável: entendimento do mercado, consumo consciente, uso inteligente do crédito, planejamento financeiro, poupar para o futuro e boa gestão do dinheiro.

Como a empresa pode ajudar na saúde financeira dos colaboradores?

A empresa pode oferecer cursos e trilhas de educação financeira benefícios flexíveis (para que cada pessoa priorize o que faz mais sentido para ela) e orientação financeira individual, por exemplo.

Olá! Eu sou a Daniela, criadora de conteúdo na Buk. Amo escrever e transformar temas complexos em materiais didátic...

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